Sismos

Se transmitir conhecimento científico a todos e qualquer um é obrigação de qualquer cientista que se preze, no caso de uma mãe cientista esse dever é ainda mais acentuado, se é que se pode dizer assim. Não quero de todo que a minha miss seja uma mini-cientista precoce - até pode nem nem vir a gostar de ciência, e não há mal nenhum nisso!, por isso limito a minha interacção no infantário a ocasiões específicas e muito esporádicas... mas desta vez porque andavam entusiasmados com o exercício de protecção civil "A terra treme" e com as medidas de emergência em caso de sismo, achei que era adequado ir falar à criançada sobre sismos e afins.

Acho que não gostaria nada de ser professora (nem de criancinhas, nem jovens, acho que nem mesmo universitários) mas gosto imenso de actividades de divulgação, e então com esta audiência tão difícil e exigente é ainda mais entusiasmante. Estou absolutamente convencida que aprendo sempre mais do que o que ensino, e ainda fico com uma reserva de energia positiva e de inspiração que me dão um alento especial para as actividades cientificas propriamente ditas.

Para esta dinãmica dos sismos utilizei ovos cozidos como modelo da Terra, e pareceu-me que funcionou bastante bem, eles "viam" a estrutura da Terra, e a casca fragmentada pareceu-me ilustrar bem a crusta terrestre, permitindo mimetizar com alguma facilidade os movimentos das placas. Acho que os adultos que assistiram gostaram muito - foi giro ver a reacção da equipa da sala e das estagiárias, acho que naquele bocadinho aprenderam mesmo coisas novas - já a criançada não tenho a certeza, pareciam mais interessadas em saber se eu ía mesmo comer o ovo ao almoço ;) mas acredito que alguma coisa tenha ficado, pelo menos que há muito para descobrir... e claro a minha miss estava radiante :)